Ñai'ũpo, cerâmica de barro preto
Ñai'ũpo
Cântaros e utensílios de barro preto modelados à mão com técnica ancestral: Patrimônio da Humanidade desde 2025.
O que é
As oleiras recolhem o barro preto (ñai'ũ) dos esteros, misturam-no com pó de tijolo e levantam as peças com roletes sobrepostos, a técnica do colombín, que alisam com uma ferramenta de taquara. Depois pintam com pigmentos naturais, polem e queimam por horas em forno a lenha. Assim nascem cântaros, panelas e pratos para cozinhar no fogo, além de figuras. É praticado em Itá, Tobatí e Yaguarón.
História
É um saber de raiz pré-colombiana que as mulheres transmitem em guarani a filhas e aprendizes. Em dezembro de 2025, a UNESCO inscreveu o ñai'ũpo na Lista de Salvaguarda Urgente pela idade das mestras, o êxodo rural, a escassez de matéria-prima e a baixa renda.
Você sabia…?
Em Itá, a Casa Museo de Arte en Barro guarda obras da ceramista Juana Marta Rodas (falecida em 2013) e de sua filha Julia Isídrez, premiadas dentro e fora do país.
Onde comprar
Em Itá, a cerca de 35 km de Assunção: Casa Museo Juana Marta Rodas (oficina e museu, com hora marcada) e o coletivo Kambuchi Apó, de mulheres oleiras da comunidade Caaguazú, ambos na Ruta Nacional de la Artesanía do IPA. Também em Tobatí e Yaguarón.